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Subclado K do vírus da gripe é identificado pela primeira vez no Brasil

Subclado K do vírus da gripe é identificado pela primeira vez no Brasil

Data de Publicação: 19 de dezembro de 2025 08:22:00

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta para a próxima temporada de gripe, prevista para o fim de 2025 e início de 2026, diante do aumento da circulação do vírus influenza em diferentes regiões do mundo. O crescimento é impulsionado principalmente por uma variante do influenza A (H3N2), conhecida como subclado K (ou J.2.4.1).

No Brasil, autoridades de saúde confirmaram a detecção dessa variante em amostras analisadas no estado do Pará, conforme o Informe de Vigilância das Síndromes Gripais referente à Semana Epidemiológica 49, divulgado em 12 de dezembro de 2025.

Segundo a OMS, apesar da rápida disseminação, não há indícios de que a variante K cause quadros mais graves da doença. O termo “gripe K”, que tem circulado nas redes sociais, não se refere a um novo vírus, mas à evolução natural do influenza A, conhecido por sofrer mutações frequentes.

A preocupação das autoridades ocorre porque o avanço da variante coincide com a chegada do inverno no Hemisfério Norte, período em que aumentam os casos de gripe e outras infecções respiratórias, elevando a pressão sobre os sistemas de saúde. Alguns países, especialmente da Europa, já registram início antecipado da temporada de gripe, com predominância do influenza A (H3N2).

A OMS destaca que, globalmente, a atividade da gripe ainda está dentro do esperado para a estação, embora haja registros de aumentos mais precoces e intensos em determinados locais. O monitoramento é feito por meio do Global Influenza Surveillance and Response System (GISRS), rede que reúne instituições de mais de 130 países e acompanha a circulação do vírus ao longo do ano.

Na América do Sul, ainda não há confirmação de circulação ampla da variante K, mas especialistas avaliam que a chegada ao Brasil é possível, especialmente com o aumento das viagens internacionais durante o período de férias.

Apesar das mudanças genéticas do vírus, a OMS reforça que a vacinação segue sendo uma das principais ferramentas de proteção. Dados preliminares indicam que as vacinas continuam reduzindo hospitalizações, com efetividade estimada entre 70% e 75% em crianças e de 30% a 40% em adultos, variando conforme o grupo e a região.

Os principais grupos de risco continuam sendo idosos, especialmente acima dos 60 anos, gestantes, crianças pequenas, pessoas com doenças crônicas e profissionais de saúde. Para esses públicos, a OMS também recomenda atenção ao uso de antivirais, que podem reduzir o risco de complicações.

No momento, a organização não recomenda restrições de viagem ou comércio. As orientações incluem reforço da vigilância epidemiológica, preparação dos sistemas de saúde, vacinação anual dos grupos prioritários e medidas básicas de prevenção, como higiene das mãos, etiqueta respiratória e evitar contato próximo quando houver sintomas.

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