A Polícia Civil de Santa Catarina solicitou à Justiça a internação do adolescente apontado como responsável pela morte do cão comunitário Orelha, caso ocorrido em janeiro na Praia Brava, no Norte da Ilha, em Florianópolis. O pedido foi encaminhado após a conclusão do inquérito policial, finalizado nesta terça-feira (3). A internação é uma medida socioeducativa equivalente à prisão para adultos.
O animal foi atacado na madrugada do dia 4 de janeiro e, segundo laudos da Polícia Científica, sofreu um golpe contundente na cabeça, possivelmente causado por um chute ou por objeto rígido, como madeira ou garrafa. O cão foi encontrado por moradores no dia seguinte e encaminhado para atendimento veterinário, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na clínica.
De acordo com a polícia, a investigação foi considerada complexa e envolveu a oitiva de 24 testemunhas, o monitoramento de oito adolescentes e a análise de centenas de horas de imagens de câmeras de segurança da região. Um dos principais pontos apurados foi o trajeto do adolescente investigado, que deixou um condomínio às 5h25 e retornou às 5h58 acompanhado de uma amiga, em desacordo com o que havia declarado inicialmente em depoimento.
As imagens registradas pelas câmeras, incluindo as roupas utilizadas pelo suspeito, foram consideradas fundamentais para situá-lo no local do ataque. Além disso, a Polícia Civil utilizou um software de análise de localização que confirmou a presença do adolescente na região no momento do crime. Depoimentos e outras provas também indicaram que ele não permaneceu dentro do condomínio, como havia afirmado.
Ainda conforme a investigação, no mesmo dia em que os suspeitos foram identificados, o adolescente deixou o país, permanecendo no exterior até 29 de janeiro. Ao retornar ao Brasil, foi abordado pela Polícia Civil no aeroporto. Durante a ação, um familiar teria tentado ocultar peças de roupa consideradas relevantes para a apuração.
Além dos atos infracionais atribuídos aos adolescentes envolvidos, três adultos foram indiciados sob suspeita de coagir um vigilante que possuía imagens importantes para o esclarecimento do caso.
Por envolver menores de idade, os detalhes da investigação seguem sob sigilo, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

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