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Operação Gaiola Digital: Saiba qual foi o alvo do Gaeco em Canoinhas
A Prefeitura de Canoinhas informou, na manhã desta quinta-feira, 9, que não foi alvo de mandados de busca e apreensão durante a Operação Gaiola Digital, deflagrada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). Em nota oficial, o município afirmou que nenhuma diligência foi realizada na sede da Prefeitura, em órgãos da administração municipal ou contra servidores públicos.
A reportagem apurou, no entanto, que a operação teve um alvo no município: a residência do ex-vice-prefeito Renato Pike, localizada na região central de Canoinhas. A informação foi confirmada por diferentes fontes.
Segundo relatos, um veículo descaracterizado permaneceu estacionado em frente ao imóvel durante a madrugada. Por volta das 6 horas, agentes do Ministério Público cumpriram o mandado de busca e apreensão na residência. Pike recebeu os investigadores, que deixaram o local pouco tempo depois.
Durante a gestão do então prefeito Beto Passos, tendo Renato Pike como vice-prefeito, a Prefeitura de Canoinhas contratou a empresa Pública Tecnologia para Gestão de Cidades para administrar o sistema informatizado da administração municipal, incluindo os setores de contabilidade, folha de pagamento, departamento pessoal e comunicação interna. Apenas a área da Saúde utilizava um sistema diferente. O contrato foi encerrado após a posse da prefeita Juliana Maciel Hoppe (PL), quando a empresa foi substituída.
De acordo com o Ministério Público, a Operação Gaiola Digital é mais um desdobramento da Operação Et Pater Filium, conduzida pelo Núcleo de Forças-Tarefa da Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos. Conforme o órgão, as informações obtidas nas fases anteriores da investigação foram reforçadas por um conjunto de provas reunidas ao longo dos trabalhos.
As investigações apontam que o grupo investigado teria estruturado um esquema para direcionar licitações destinadas à contratação de sistemas informatizados de gestão pública em diversos municípios catarinenses.
Segundo o MPSC, o suposto esquema envolveria a aproximação prévia de agentes públicos, influência na elaboração de editais, inclusão de cláusulas que restringiriam a competitividade e adoção de critérios técnicos elaborados para favorecer uma empresa previamente escolhida. Os investigadores também apuram indícios de pagamento de vantagens indevidas para garantir a contratação, a manutenção e a renovação dos contratos públicos.
Ao todo, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) expediu 17 mandados de busca e apreensão, cumpridos em Blumenau, sede da empresa investigada, além dos municípios de Rio do Sul, Lages, Penha, Balneário Camboriú, Canoinhas e Irani.

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